Appel à contributions n° 3

Mélanges offerts au Professeur Christophe Gonzalez

Pour le troisième numéro de la Revue Reflexos, les membres du comité éditorial souhaitent rendre hommage à leur collègue lusiste Christophe Gonzalez, professeur des Universités à l’UT2J, à l’occasion de son départ à la retraite, en lui offrant, selon une tradition universitaire ancienne, un volume spécial aux formats numérique et papier. Après une carrière dans l’enseignement secondaire entre 1974 et 1987 en tant que certifié puis agrégé de portugais, Christophe Gonzalez occupa  dans notre Université le poste de Maître de conférences (1988-1999) et à partir de 1999 celui de Professeur des Universités. Parallèlement à ses charges d’enseignement, il participa à de nombreux jurys de concours de recrutement, assurant notamment la présidence du CAPES de Portugais en 2008 et la vice-présidence de l’Agrégation entre 2002 et 2005. Ses recherches ont porté sur la destinée de la Comédia au Portugal à l’époque où celui-ci faisait partie de la Couronne espagnole (1580-1640) et produisait un théâtre en langue espagnole très semblable à celui qui avait cours dans l’Espagne du Siècle d’or. Dans le cadre de sa thèse de Doctorat intitulée Le dramaturge Jacinto Cordeiro et son temps, sous la direction de monsieur le Professeur Claude-Henri Frèches de l’Université d’Aix- en- Provence, puis au sein du laboratoire FRAMESPA (équipe LESO, puis LEMSO et aujourd’hui CLESO) de l’UT2J), ses analyses mettent l’accent sur la question de la langue et de la culture «castillanes» au Portugal à la période baroque. Les travaux de Christophe Gonzalez portent également sur l’univers du sermon en tant que genre ou sous l’angle de l’hagiographie dans les Sermons du Padre António Vieira et sur la personnalité baroque ibérique par excellence de Francisco Manuel de Melo. Par ailleurs, dans ses recherches sur Luís de Camões, Frei Pantaleão de Aveiro, Césario Verde, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Soeiro Pereira Gomes, Bernardo Santareno, António Lobo Antunes, Christophe Gonzalez s’est attaché à mettre en lumière l’inévitable rencontre entre le monde intérieur et le monde de l’Histoire. Les thèses qui virent le jour sous sa direction, ou auxquelles il participa en tant que membre du jury, constituent des études abouties sur des auteurs portugais de renom comme Eça de Queiroz, Alves Redol, Carlos de Oliveira, José Saramago ou Agustina Bessa Luís. Il siégea par ailleurs à des jurys de HDR de lusistes reconnus en poste au sein des Universités françaises. Depuis 2005, il occupe les fonctions de président de l’ADEPBA et son engagement au niveau collectif pour le rayonnement de l’enseignement de la langue portugaise et des cultures lusophones dans l’enseignement secondaire français n’est plus à démontrer. Par son enseignement, ses recherches et son action en faveur du portugais, le professeur Christophe Gonzalez a contribué avec exigence à la formation de ses étudiants. À l’image de la richesse de la personnalité et de la diversité de la production critique du dédicataire, ce futur numéro regroupera les contributions rédigées en langue portugaise, française, espagnole ou anglaise portant sur des thématiques du monde lusophone : littérature, civilisation, linguistique et didactique, ou se faisant l’écho des croisements possibles entre lusitanité et hispanité. Les textes devront parvenir avant le 15 avril 2015 (délai de rigueur) à Marc Gruas à l’adresse suivante : marc.gruas@univ-tlse2.fr. Ils seront soumis à une double expertise « en aveugle » effectuée par deux membres du comité scientifique de la revue Reflexos (http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/) Les propositions respecteront obligatoirement la structure suivante : – l’article – exclusivement en format Word respectant scrupuleusement les normes de publication retenues par le comité de rédaction de la revue Reflexos et consultables à l’adresse suivante : http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/ – ne pourra excéder 40 000 caractères ; – un résumé de cinq à dix lignes accompagné de cinq mots-clés – ; le texte de l’article doit être accompagné d’un document Word séparé permettant l’identification de l’auteur ou des auteurs : rappel du titre de la proposition, nom(s), prénom(s), affiliation(s), adresse(s) professionnelle(s) et adresse(s) électronique(s).

Miscelânea oferecida ao Professor Christophe Gonzalez

No âmbito do terceiro número da Revista Reflexos, os membros do Comité Editorial desejam prestar uma homenagem ao seu colega lusitanista Christophe Gonzalez, Professeur des Universités da Universidade de Toulouse Jean Jaurès, por ocasião da sua aposentação, oferecendo-lhe, segundo uma tradição universitária já antiga, um volume especial em formato numérico e em papel. Após uma carreira no ensino secundário entre 1974 e 1987, o Professor Christophe Gonzalez ingressou na nossa Universidade como Maître de conférences (1988-1999) e depois como Professeur des Universités (1999-2014). Paralelamente às suas funções de docência, participou em vários júris de concursos para professores de Português do ensino secundário, tendo ocupado o cargo de presidente do CAPES de Português em 2008 e o de vice-presidente da Agrégation entre 2002 e 2005. As suas investigações dedicaram-se ao destino da Comédia em Portugal numa época em que este país fazia parte da coroa espanhola (158o-1640) e produzia um teatro em língua espanhola em muito semelhante ao que se praticava na Espanha do Século de Ouro.  No âmbito da sua Tese de Doutoramento intitulada Le dramaturge Jacinto Cordeiro et son temps, sob a orientação do Professor Claude-Henri Frèches da Universidade de Aix- en- Provence, e depois como membro do Centro de Investigações FRAMESPA (LESO, depois LEMSO e actualmente CLESO da Universidade Toulouse Jean Jaurès), as suas análises realçam a questão da língua e da cultura «castelhanas» em Portugal no período barroco. Os trabalhos de Christophe Gonzalez incidem igualmente no universo do Sermão enquanto género ou sob a perspectiva da hagiografia nos Sermões do Padre António Vieira e na personalidade ibérica, barroca por excelência, de Francisco Manuel de Melo. Além disso, nas suas pesquisas sobre Luís de Camões, Frei Pantaleão de Aveiro, Césario Verde, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Soeiro Pereira Gomes, Bernardo Santareno, António Lobo Antunes, o Professor Christophe Gonzalez deu a maior importância ao imprescindível encontro entre o mundo interior e o mundo da História. As teses de Doutoramento que foram realizadas sob a sua orientação, ou nas quais participou enquanto membro do júri, constituem estudos bem sucedidos sobre autores portugueses famosos como Eça de Queiroz, Alves Redol, Carlos de Oliveira, José Saramago ou Agustina Bessa Luís. Fez igualmente parte dos júris das provas de Agregação de reconhecidos lusitanistas inseridos em Universidades francesas. Desde 2005, o Professor Christophe Gonzalez ocupa as funções de Presidente da Association pour le Développement des Etudes Portugaises, Brésiliennes, d’Afrique et d’Asie Lusophones (ADEPBA) e o seu empenho a nível colectivo a favor da projecção do ensino da língua portuguesa e das culturas lusófonas no ensino secundário francês é indubitavelmente reconhecido por todos. Pelo seu ensino, pelas suas pesquisas e pela sua acção em prol do Português, o Professor Christophe Gonzalez contribuiu com exigência para a formação dos seus alunos. À semelhança da riqueza da personalidade e da diversidade da produção crítica do Professor Gonzalez, o futuro número acolherá artigos redigidos em português, francês, espanhol ou inglês dedicados a temáticas do mundo lusófono : literatura, cultura, linguística e didáctica, ou referenciando-se ao mesmo tempo a cruzamentos possivéis entre lusitanidade e hispanidade. As propostas de artigo deverão ser enviadas antes do dia 15 de Abril de 2015 (pede-se o favor de se respeitar a data-limite) para Marc Gruas marc.gruas@univ-tlse2.fr. As propostas de contributos serão submetidas, sob forma de anonimato, a uma dupla avaliação efectuada por dois membros do Comité Científico da revista Reflexos. Cf. http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/. As propostas de contributos respeitarão a seguinte estrutura: – o texto do artigo exclusivamente em formato Word e respeitando rigorosamente as normas de publicação definidas pelo Comité de Redacção e consultáveis no seguinte endereço: http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/; o texto não pode ultrapassar 40 000 caracteres; – resumo de 5 a 10 linhas; – cinco palavras-chave; – o texto do artigo deve ser acompanhado por um documento em formato Word, em anexo, que permitirá identificar o autor ou os autores e em que constarão as seguintes indicações: título do artigo; apelido(s)/sobrenome(s) e nome(s) do(s) autor(es), instituição/ões, endereço(s) profissional/ais e endereço(s) eletrónico(s) do(s) autor(es).

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Appel à contributions n°2

Pour son deuxième numéro, la revue Reflexos lance un appel à contribution sur la thématique suivante : le parcours, dans les arts et littératures lusophones.

La notion de parcours, «chemin pour aller d’un point à un autre» (Le Petit Robert), relève de la seule initiative de l’individu, auteur donc de son déplacement et non simple acteur de ce dernier. Pris dans une dynamique à la fois individuelle et collective, ce cheminement implique nécessairement un déplacement spatial et/ou psychique qui prend racine dans le passé et tend à se tourner vers l’avenir. Dans un sens plus concret, ce déplacement spatial peut s’effectuer à l’intérieur d’un même espace (chambre, maison, ville, pays, continent), entre deux lieux géographiques (campagne/ville, pays, continents) ou combiner plusieurs perspectives. Au sens abstrait, ce parcours peut relever d’un registre psychique impliquant une évolution ou une régression intérieure. Il peut également revêtir la forme d’une démarche collective ainsi que d’une évolution à l’intérieur d’un mouvement culturel, littéraire, artistique. À ce titre, le parcours littéraire de Vergílio Ferreira est emblématique, si l’on suit José Gavilanes Laso  qui identifie trois phases dans le travail romanesque de l’écrivain portugais. « Une première intimiste, clairement perceptible dans son premier roman, O Caminho Fica Longe, et que l’on associe […] à la revue Presença. Une deuxième phase d’incursion dans le néo-réalisme […] à laquelle Vergílio Ferreira adhère dès la fin de l’œuvre citée précédemment jusqu’au milieu des années 1950, tout en la contestant et en la dépassant. Une troisième phase de préoccupations métaphysiques, possédant une assise culturelle autochtone, engagées dans des littératures et des philosophies existentialistes de l’après-guerre, dont nous pouvons situer le commencement au début des années 1960 »
(Gavilanes Laso, Vergílio Ferreira, espaço simbólico e metafísico, Lisboa, D. Quixote, 1989, p. 48). Dans le domaine de la littérature mozambicaine, Virgílio de Lemos (1929-), selon Patrick Quillier, note «qu’entre 1981 et 1991 la poésie mozambicaine s’était en quelque sorte libérée», étant à l’origine d’une “génération de l’espérance et de l’utopie”». Virgílio de Lemos juge que durant ces années «les poètes semblent s’être libérés de l’idéologie “marxiste-léniniste” et de la poésie dite de “combat”, tant encensée par les intellectuels du régime. Par réaction, peut-être, ils tendent aujourd’hui vers une poésie plus ambivalente, plus secrète et plus subjective, se retournant vers l’homme, cet être déchiré, fragile et fragilisé. » (Quillier, « L’écoute sensible dans la poésie mozambicaine contemporaine», Revue de littérature comparée 4/2011 (n° 340), p. 435-436. URL : www.cairn.info/revue-de-litterature-comparee-2011-4-page-434.htlm) Au Brésil, par exemple, l’évolution esthétique du cinéaste Carlos Diegues montre que son œuvre s’enracine dans le Cinema novo (Ganga Zumba, 1963) pour évoluer ensuite vers une certaine « qualité brésilienne » (Xica da Silva, 1976). Il serait également pertinent de s’interroger sur les déambulations spatiales du réalisateur Walter Salles à travers le territoire brésilien (Central do Brasil, 1998), latino-américain (Diários de Motocicleta, 2003), européen (Terra Estrangeira, 1995) ou nord américain (On The Road, 2012).

En somme, il s’agira dans ce numéro de mettre l’accent sur le caractère dynamique de la notion de parcours (trajets, trajectoires, voyages, formations, immigrations) dans l’aire lusophone, indépendamment des genres littéraires, cinématographiques, picturaux et/ou des formes poétiques sur lesquels porteront les propositions d’article. Les brèves indications ci-dessus constituent des pistes de réflexion qui ne demandent qu’à être enrichies et approfondies. Les textes, rédigés en langue portugaise, française, espagnole ou anglaise, devront parvenir avant le 15 avril 2013 (délai de rigueur) à Marc Gruas à l’adresse suivante : marc.gruas@univ-tlse2.fr Ils seront soumis à une double expertise « en aveugle » effectuée par deux membres du comité scientifique de la revue Reflexos (http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/)

Les propositions respecteront obligatoirement la structure suivante : – l’article – exclusivement en format Word respectant scrupuleusement les normes de publication retenues par le comité de rédaction de la revue Reflexos et consultables à l’adresse suivante : http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/ – ne pourra excéder 40 000 caractères ; – un résumé de cinq à dix lignes accompagné de cinq mots-clés ; – le texte de l’article doit être accompagné d’un document Word séparé permettant l’identification de l’auteur ou des auteurs : rappel du titre de la proposition, nom(s), prénom(s), affiliation(s), adresse(s) professionnelle(s) et adresse(s) électronique(s).

APELO A CONTRIBUTOS/CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

Revista Reflexos n º 2 – Revista pluridisciplinar do mundo lusófono da Universidade de Toulouse II – Le Mirail – França

No âmbito do seu segundo número, Reflexos lança um apelo a contributos/uma chamada para publicação sobre a seguinte temática: o percurso nas Artes e Literaturas Lusófonas.

A noção de percurso, «caminho a percorrer entre um lugar e outro (Le Petit Robert), relaciona-se apenas com a iniciativa do indíviduo, consequentemente autor da sua deslocação e não apenas simples actor desta última. Considerada numa dinámica simultaneamente individual e colectiva, tal deambulação implica necessariamente uma deslocação espacial e/ou psíquica que se enraiza no passado e se projecta tendencialmente no futuro. Num sentido mais concreto, essa deslocação espacial pode efectuar-se no interior de um mesmo espaço (quarto, casa, cidade, país, continente), entre dois espaços geográficos (campo/cidade, países, continentes) ou combinar várias perspectivas. Num sentido abstracto, essa deslocação pode remeter para o domínio psíquico, implicando uma evolução no interior de um movimento cultural, literário, artístico. A este título, o percurso de Vergílio Ferreira é emblemático na perspectiva de José Gavilanes Laso, este último identificando três fases na obra romanesca do escritor português. «Uma primeira fase, intimista, claramente perceptível no seu primeiro romance, O Caminho Fica Longe, e que se associa em Portugal […] à revista Presença. Uma segunda fase de incursão no neo-realismo […] a que Vergílio Ferreira adere desde o final da obra atrás mencionada até meados dos anos 50, embora contestando-o e superando-o mesmo. Uma terceira fase de preocupações metafísicas, com fundo cultural autóctone ou implicadas nas literaturas e filosofias existencialistas do pós-guerra, cujo começo podemos fixar no início dos anos 60.» (Gavilanes Laso, Vergílio Ferreira, espaço simbólico e metafísico, Lisboa, D. Quixote, 1989, p. 48). No âmbito da literatura moçambicana, Patrick Quillier refere-se a Vírgilio de Lemos (1929 – ), de acordo com o qual «entre 1981 e 1991, de algum modo, a poesia moçambicana libertara-se», originando «uma geração de esperança e de utopia». Vírgilio de Lemos considera que ao longo desse período «os poetas parecem ter-se libertado da ideologia marxista-leninista e da poesia chamada de “combate”, tão venerada pelos intelectuais do regime. Reactivamente, tendem talvez hoje para uma poesia mais ambivalente, mais confidencial e mais subjectiva, recentrando-se no homem, esse ser destroçado, frágil e fragilizado.» (Quillier, «L’écoute sensible dans la poésie mozambicaine contemporaine», Revue de littérature comparée 4/2011 (n° 340), p. 435-436. URL : www.cairn.info/revue-de-litterature-comparee-2011-4-page-434.htlm). A título de exemplo, no Brasil, a evolução estética do cineasta/diretor Carlos Diegues mostra que a sua obra se enraiza no Cinema Novo (Ganga Zumba, 1963) para evoluir em seguida para uma certa “qualidade brasileira” (Xica da Silva, 1976). Seria igualmente pertinente reflectir sobre as deambulações espaciais do realizador Walter Salles no interior do território brasileiro (Central do Brasil, 1998), latino-americano (Diários de Motocicleta, 2003), europeu (Terra Estrangeira, 1995) ou ainda norte-americano (On The Road, 2012).

Em suma, tratar-se-á neste número de sublinhar o carácter dinâmico da noção de percurso (trajectos, trajectórias, viagens, formações, imigrações) na área lusófona, independentemente dos géneros literários, cinematográficos, picturais e/ou das formas poéticas sobre os quais incidirão as propostas de artigo. As breves indicações acima apresentadas constituem pistas para reflexão e serão obviamente sujeitas a enriquecimento e aprofundamento. As propostas de artigo, redigidas em português, francês, espanhol ou inglês, deverão ser enviadas antes do dia 15 de Abril de 2013 (pede-se o favor de se respeitar a data-limite) para Marc Gruas marc.gruas@univ-tlse2.fr. As propostas de contributos serão submetidas, sob forma de anonimato, a uma dupla avaliação efectuada por dois membros do Comité Científico da revista Reflexos. Cf. http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/. As propostas de contributos respeitarão a seguinte estrutura: – o texto do artigo exclusivamente em formato Word e respeitando rigorosamente as normas de publicação definidas pelo Comité de Redacção e consultáveis no seguinte endereço: http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/; o texto não pode ultrapassar 40 000 caracteres; – resumo de 5 a 10 linhas; – cinco palavras-chave; – o texto do artigo deve ser acompanhado por um documento em formato Word, em anexo, que permitirá identificar o autor ou os autores e em que constarão as seguintes indicações: título do artigo; apelido(s)/sobrenome(s) e nome(s) do(s) autor(es), instituição/ões, endereço(s) profissional/ais e endereço(s) eletrónico(s) do(s) autor(es).

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Appel à contribution n°1

Pour son premier numéro, Reflexos lance un appel à contribution intitulé «Des bibliothèques antérieures dans le monde lusophone. Arts et littératures en dialogue.»

Bécherel : Village du Livre & des Arts. Phtographie (©) Thierry Chuzevile Publication en ligne http//blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/

L’expression «bibliothèque antérieure» est ici entendue comme étant l’ensemble des manifestations esthétiques (littérature, art, cinéma, musique, etc.) qui donnent lieu à un écho, une reprise, un effet de réécriture, etc., au sein d’une œuvre produite dans le monde lusophone. Cet espace de mémoire, quelle que soit sa provenance (nationale ou étrangère), motive, traverse et nourrit d’innombrables œuvres en langue portugaise. Pour s’en tenir, à titre exemplaire, à la littérature, on relira, par exemple, le dernier ouvrage de Gonçalo M. Tavares Uma viagem à Índia (2011) qui est, selon Eduardo Lourenço, une “répétition d’un voyage initiatique de l’Occident ayant pour «modèle» celui des Lusiades, […] une revisitation originale de la mythologie culturelle et littéraire de ce même Occident, non pas comme un exercice sophistiqué de dé-construction […] mais comme une version ludique et parodique d’une quête alléatoire et donc en tant que telle revendiquée”. La bibliothèque antérieure est aussi le lieu d’une re-création/récréation pour José Eduardo Agualusa qui, dans O Lugar do Morto (2011), “a pratiqué la psychographie de 24 écrivains déjà disparus, en révélant leurs opinions sur des sujets importants […] de notre vie quotidienne» mais également, par exemple, pour Clarice Lispector dans le conte Devaneios e embriaguez de uma rapariga (In Laços de família, 1960) qui parodie Singularidades de uma rapariga loira de Eça de Queiroz. Quoi qu’il en soit, pour qualifier ce rapport au modèle qui relève, notamment, de l’admiration, de la dénégation ou de la subversion, les études d’Antoine Compagnon (La Seconde main ou le travail de la citation), de Tiphaine Samoyault (L’intertextualité – Mémoire de la littérature), d’Annick Bouillaguet (L’écriture imitative. Pastiche, parodie, collage), de Georges Molinié (Sémiostylistique. L’effet de l’art) et celles de Harold Bloom (The Anxiety of Influence), les travaux sur la parodie de Linda Hutcheon (A Theory of Parody : The Teachings of 20th Century Art Forms) et ceux de Margaret Rose (Parody : ancient, modern and post-modern) peuvent contribuer à une réflexion approfondie sur le travail de mémoire des littératures et des arts de l’aire lusophone. Si, en effet, la notion d’intertextualité, qui relève nécessairement d’une herméneutique, permet d’analyser, au niveau microstructural, les relations de coprésence (citation, référence, allusion) et, au niveau macrostructural, celles de dérivation (parodie, pastiche, travestissement burlesque, etc.) que ces textes entretiennent avec la/les bibliothèque(s) antérieure(s), le concept d’intersémiotique des arts semble ici plus adapté par rapport au thème proposé dans la mesure où il permet d’inclure des jeux de renvois entre arts verbaux et non verbaux. Dans cette perspective, les contributions pourraient, par exemple, consister en une réflexion sur ces réseaux de relation aux significations et aux esthétiques plurielles et qui peuvent aller, notamment, dans trois directions différentes :
1/ un art verbal (roman, nouvelle, théâtre, poésie, etc.) renvoie à un autre art verbal
2/ un art verbal fait écho, en le verbalisant, à un art non verbal (peinture, musique, etc.) ou mixte (cinéma)
3/ un art non verbal ou mixte renvoie explicitement à une oeuvre d’art verbal.

Les brèves indications théoriques ci-dessus constituent des pistes de réflexion qui ne demandent qu’à être enrichies et approfondies.
Les propositions de contribution seront soumises à une double expertise « en aveugle » effectuée par deux membres du comité scientifique de la revue Reflexos. Cf. http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/
Les textes rédigés en langue portugaise, française, espagnole ou anglaise devront parvenir avant le 15 janvier 2012 (délai de rigueur) à Marc Gruas marc.gruas@univ-tlse2.fr. et respecteront la structure suivante :
– l’article – exclusivement en format Word respectant scrupuleusement les normes de publication retenues par le comité de rédaction de la revue Reflexos et consultables à l’adresse suivante : http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/ – ne pourra excéder 40 000 caractères.
– un résumé de cinq à dix lignes
– cinq mots-clés.
– Le texte de l’article doit être accompagné d’un document Word séparé permettant l’identification de(s) (l’) auteur(s) : rappel du titre de la proposition, nom, prénom, affiliation, adresse professionnelle et adresse électronique.

APELO A CONTRIBUTOS
Revista Reflexos n º 1 – Revista pluridisciplinar do mundo lusófono da Universidade de Toulouse II – Le Mirail – França
Publicação em linha
http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/

No âmbito do seu primeiro número, Reflexos lança um apelo a contributos/uma chamada para publicação intitulado/a «Das bibliotecas anteriores no mundo lusófono. Artes e Literaturas em diálogo».

A expressão “biblioteca anterior” significa, neste contexto, o conjunto das manifestações

Bécherel : Village du Livre & des Arts. Phtographie (©) Thierry Chuzevile Publication en ligne http//blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/

estéticas (literatura, arte, cinema, música, etc.) que dão origem a um eco, uma retoma, um efeito de reescrita, etc., numa obra produzida no mundo lusófono. Independentemente da sua origem (nacional ou estrangeira), tal espaço de memória motiva, atravessa e nutre inúmeras obras de língua portuguesa. Se nos fixarmos, a título de exemplo, na literatura, será pertinente recordar a última produção literária de Gonçalo M. Tavares, Uma viagem à Índia (2011), que é, segundo Eduardo Lourenço, uma «repetição de viagem iniciática do Ocidente tendo como «modelo» a dos Lusíadas, […] uma original revisitação da mitologia cultural e literária do mesmo Ocidente, não como exercício sofisticado de des-construção […] mas como versão lúdica e paródica de uma quête aleatória e como tal assumida». A biblioteca anterior constitui igualmente um espaço de re-criação/recreio para José Eduardo Agualusa que, em O Lugar do Morto (2011), «psicografou 24 escritores já falecidos, revelando as suas opiniões sobre assuntos importantes […] do nosso quotidiano». Igualmente no conto Devaneios e embriaguez de uma rapariga (In Laços de família, 1960), Clarice Lispector realiza uma paródia de Singularidades de uma rapariga loira de Eça de Queirós. Em todo o caso, para definir essa ligação ao modelo que, entre outros, se relaciona com a admiração, a denegação ou a subversão, os estudos de Antoine Compagnon (La Seconde main ou le travail de la citation), Tiphaine Samoyault (L’intertextualité – Mémoire de la littérature), Annick Bouillaguet (L’écriture imitative. Pastiche, parodie, collage), Georges Molinié, Sémiostylistique. L’effet de l’art e os de Harold Bloom (The Anxiety of Influence), os trabalhos sobre a paródia de Linda Hutcheon (A Theory of Parody : The Teachings of 20th Century Art Forms) e os de Margaret Rose (Parody : ancient, modern and post-modern) dedicados à paródia permitem que se reflita cabalmente sobre o trabalho de memória das literaturas e das artes oriundas do domínio lusófono. Se, efetivamente, a noção de intertextualidade, que necessariamente se refere a uma hermenêutica, permite analisar, a nível microestrutural, as relações de co-presença (citação, referência, alusão) e, a nível macro estrutural, as de derivação (paródia, pastiche, travestimento burlesco) que esses textos tecem com a(s) biblioteca(s) anterior(es), o conceito de intersemioticidade parece aqui coadunar-se melhor com o tema proposto, na medida em que permite abranger as relações dialógicas entre artes verbais e não verbais. Nessa perspetiva, os contributos poderão consistir numa reflexão sobre as redes de relação incluindo significados e estéticas múltiplos de acordo com três vertentes diferentes:
1/ uma obra de arte verbal (romance, conto, teatro, poesia, etc.) remete para uma outra obra de arte verbal
2/ uma obra de arte verbal integra, verbalizando-a, uma obra de arte não verbal (pintura, música, etc.) ou mista (cinema)
3/ uma obra de arte não verbal ou mista remete explicitamente para uma obra de arte verbal.
As breves indicações teóricas acima apresentadas constituem pistas para reflexão e serão obviamente sujeitas a enriquecimento e aprofundamento.
As propostas de contributos serão submetidas, sob a forma do anonimato, a uma dupla peritagem realizada por dois membros do Comité Científico da revista Reflexos. Cf. http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/comite-scientifique/
As propostas redigidas em português, francês, espanhol e inglês deverão ser enviadas antes do dia 15 de janeiro de 2012 (pede-se o favor de respeitar a data limite) a Marc Gruas marc.gruas@univ-tlse2.fr. e respeitarão a seguinte estrutura:
– o texto do artigo exclusivamente em formato Word e respeitando escrupulosamente as normas de publicação definidas pelo Comité de Redação e consultáveis no seguinte endereço: http://blogs.univ-tlse2.fr/reflexos/normes-de-publication/; o texto não pode ultrapassar 40 000 carateres.
– resumo de 5 a 10 linhas
– cinco palavras-chave.
O texto do artigo deve ser acompanhado por um documento no formato Word, em anexo, que permitirá a identificação do(s) autor(es) e em que constarão as seguintes indicações: título do artigo; apelido(s) e nome(s) do(s) autor(es), instituição, endereço profissional e endereço eletrónico do(s) mesmo(s).

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